18 de maio de 2021

Flexibilização e aumento de casos da Covid-19

A evolução no número de pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19 tem sido lenta, ainda assim, diversos estados e municípios iniciaram um processo de flexibilização das medidas restritivas.

A vacina contra a Covid-19 é a melhor estratégia cientificamente comprovada para superar a pandemia causada pelo novo coronavírus. Enquanto as medidas restritivas e de proteção (uso da máscara, higienização das mãos e o distanciamento social) tem como objetivo desacelerar e prevenir a contaminação pelo vírus, a vacina visa imunizar o indivíduo.

Dessa forma, quanto mais pessoas forem imunizadas, mais perto estaremos da superação da pandemia. Contudo, para que isso aconteça, é necessário que um percentual razoável de pessoas estejam protegidas com o imunizante, o que ainda não é o caso do Brasil.

Indo de encontro a isso, alguns estados e municípios do país começaram a flexibilizar algumas medidas de restrição, algo que preocupa quando observamos o ainda elevado número de casos e um alto índice de ocupação hospitalar.

Alerta do especialista

No quadro Palavra de Especialista do Jornal Correio, o infectologista da S.O.S. Vida, Dr. Matheus Todt alertou sobre os perigos da flexibilização nesse momento.

“Se a gente pensar, nesse momento, em flexibilização: número elevado de casos, hospitais cheios e vacina lenta, é questão de tempo para vermos que isso não vai dar certo. Uma flexibilização agora vai, consequentemente, ter um aumento do número de casos num futuro próximo, e teremos que aumentar as medidas de restrição”, alerta Dr. Matheus.

Estamos vivenciando o pico da segunda onda de casos da Covid-19, segundo o infectologista, marcada por um número de casos muito alto e um número elevado de óbitos diários, chegando a atingir o triste recorde de 4.249 vidas perdidas em um único dia. O número de óbitos registrados em todo o país passa de 400 mil.

“No atual momento e, além disso tudo, numa perspectiva de ter uma nova onda de casos – que é algo muito factível e muitos países da Europa já falam numa terceira onda de casos – temos que pensar em aumentar as restrições.

Esse não é o momento de flexibilizar, é o momento de aumentarmos as restrições de mobilidade, esperar uma melhora e, no futuro próximo, pensar em uma flexibilização preferencialmente definitiva”, finaliza o infectologista.

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