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24 SET 2020

Durante o Webinar promovido pela S.O.S. Vida nesta quarta-feira, dia 24, que debateu o tema “A Infância e os Desafios na Saúde”, as três pediatras que participaram do evento defenderam o retorno das crianças às aulas presencias, desde que as escolas se preparem para isso.

Mediado por Fernanda Gama, gerente de relacionamento com o mercado da S.O.S. Vida (BA), o debate, transmitido ao vivo pelo YouTube e Facebook, contou com as presenças das médicas Morgana Porto, pediatra da S.O.S. Vida, Rita Mira, coordenadora médica da pediatria do Hospital Santa Izabel (BA) e Danielle Moisés, coordenadora da UTI pediátrica do Hospital São Lucas (SE).

Assista ao vídeo completo

Preparando o retorno às aulas

Dra. Danielle disse que o retorno vai acontecer, mas antes disso é preciso individualizar a decisão e pensar em uma série de aspectos. “Será que a família tem uma rede de apoio? A criança está bem emocionalmente e entendendo as mudanças que vão acontecer na escola?”

A médica lembra que a criança precisa saber que não vai poder abraçar o colega e nem a professora, além das restrições no horário do lanche.

Para a especialista é preciso saber se a escola vai oferecer os recursos necessários para evitar o contágio, como garantir o distanciamento entre os estudantes, horário diferenciado para não haver aglomeração na porta e a higienização constante do local de estudo.

“A escola vai ter que ser parceira, com a família, identificando os casos suspeitos e dando o encaminhamento necessário”.

Danielle Moises, pediatra

A Dra. Morgana Porto também acredita que as aulas presenciais devem ser retomadas e que precisamos nos preparar para isso. Ela disse que não entende como é que o bar abriu primeiro que a escola, durante a pandemia.

“As perguntas que precisamos responder são: como e quando voltamos”.

Ela citou um estudo que aponta um dado preocupante: um mês de férias reduz em 30% o aprendizado da criança. Com os estudantes há seis meses sem aulas presenciais o impacto disso ainda será percebido no futuro.

“Precisamos correr, pois estamos atrasados”, disse a médica, lembrando que mesmo depois da esperada vacina, as crianças, por não serem grupo de risco, provavelmente não serão priorizadas no primeiro momento. “Sequer foram feitos testes nas crianças”. Para a médica, é preciso planejar esse retorno, pois uma das consequências é a evasão escolar.

A médica Rita Mira concordou com as colegas e sugeriu financiamento público para os donos de instituições de ensino particular enfrentarem a crise. “As escolas precisam ter psicólogos para entender como estão esses alunos que vão retornar”, disse a médica, lembrando que não se pode exigir conteúdo didático e nem aprovação no ano letivo.

“Isso é o menos importante. A preocupação agora tem que ser com a saúde mental das crianças e de quem está em casa”.

Rita Mira, pediatra

Impacto da pandemia

Apesar de não serem considerados como grupos de risco, crianças e adolescentes vêm sofrendo as consequências da pandemia. Para a médica Morgana Porto, eles estão bem atentos e percebendo o que está acontecendo à sua volta.

A especialista pontuou que o afastamento da escola e do convívio social trouxeram um grande impacto para essa população.

“Na infância, a escola é o principal meio de convívio social para elas. Com esse afastamento, tivemos muitos casos de estresse psicológico e de depressão”.

Morgana Porto, pediatra

Outro aspecto levantado pela médica da S.O.S. Vida foi o afastamento do consultório. Lembrou que nos primeiros dois anos de vida é obrigatório a consulta mensal para que o médico possa estar atento aos marcos de cada criança. O especialista precisa ver, por exemplo, se o paciente está andando entre 9 e 15 meses. “Se um problema desse tipo for diagnosticado tardiamente, gera um prejuízo grande”.

Lembrou também que essa população muitas vezes se alimenta mal dentro de casa, comendo mais para compensar esse isolamento social. O risco é o aumento da obesidade. A médica lembrou o outro lado da moeda: crianças carentes fora da escola passando fome porque a merenda é uma fonte importante de alimento e expostas à violência doméstica.

Nessa mesma linha de raciocínio, a médica Rita Mira disse que o isolamento cerceia a liberdade e o convívio social, importantes para o desenvolvimento das crianças. “Entre 2 e 5 anos, seis meses sem essas experiências podem significar muito para a fala e comprometer aspectos cognitivos e psicomotores”.

A médica lembrou que as crianças aprendem muito nesse período. “São pequenas atitudes, como o convívio com amigos de idades parecidas, que criam estímulos”.

Dra. Danielle acrescentou a questão do luto. Segundo ela, as crianças manifestam essa dor de forma bem diferente do adulto. “Às vezes fica agressiva ou retraída com a situação da perda de um ente querido”.

Lembrou que não houve óbito infantil por COVID-19 no hospital em que trabalha e explicou os protocolos de segurança adotados pela instituição. Disse que não houve críticas das famílias, uma prova do trabalho de excelência executado.

Destacou ainda a parceria com a S.O.S. Vida em Sergipe.

“Muitos pacientes que passaram pela UTI do hospital estão hoje sob os cuidados do Home Care e essa integração é importante para o processo de desospitalização, pois garante a continuidade do cuidado e da assistência”.

Desafios de enfrentamento à pandemia

A dra. Morgana Porto destacou que os serviços de saúde estão passando por grandes desafios, com consultórios vazios e os pediatras tendo que utilizar a telemedicina para atender os pacientes. Disse ainda que aumentaram as visitas domiciliares para esse público.

“Vários serviços tiveram que se reestruturar e muitas UTIs pediátricas foram fechadas para dar lugar aos adultos”, disse a médica, lembrando que geralmente as crianças contaminadas pela COVID-19 apresentam quadros mais brandos e com menos internamentos.

A médica ressaltou que a S.O.S. Vida se preparou para enfrentar esse momento, criando um comitê de crise alinhado com as diretrizes do Ministério da Saúde. “Estabelecemos vários protocolos, tanto para o público interno quanto externo”.

Pontuou que os funcionários de grupo de risco ficaram em home office e as visitas ao domicílio foram reestruturadas. “Estudamos caso a caso para diminuir o número de pessoas nas casas e com isso reduzir o risco de infecção”. Lembrou que sempre que existe um familiar com suspeita da doença, a criança é isolada.

“Estamos prontos para receber essas crianças e todos os pacientes pós-COVID-19 que precisem de reabilitação. Somos parceiros dos hospitais e da sociedade em geral”, finalizou.

Webinar Integração do Cuidado: Hospital e Home Care

Confira os três primeiros eventos desse projeto moderado por Fernanda Gama, gerente de relacionamento com o mercado da S.O.S. Vida:

Hospital e Home Care: A integração de cuidados

Com a participação do hepatologista Raymundo Paraná, superintendente médico do Hospital Aliança, e Mateus Assis, coordenador médico da S.O.S. Vida (SE).

Qualidade e Segurança no contexto atual da saúde

Com as presenças de Heleno Costa Junior, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Janaína Régis, gerente de qualidade e segurança do Hospital Cárdio Pulmonar e Simara Espírito Santo, coordenadora da qualidade da S.O.S. Vida.

Cenário da Saúde Hoje

Participaram do debate os médicos Leonardo Baumworcel, diretor técnico do Hospital São Lucas (SE), Guilherme Espírito Santo, superintendente assistencial da Rede Primavera Saúde (SE) e Marta Simone Sousa, gerente da S.O.S. Vida (SE).

Empresa Acreditada:

Joint Commission International (JCI)

Empresa afiliada:

Associação Nacional de Hospitais Privados Anahp

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