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29 JUN 2020

“Não vai ter leito de hospital para todo mundo no futuro”. Essa é a opinião do médico Eduardo Cordioli, gerente da área de telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Por conta da pandemia da COVID-19, o Ministério da Saúde publicou uma portaria regulamentando a telemedicina em caráter provisório em todo o Brasil.

Na entrevista que concedeu ao informativo da S.O.S. Vida, o médico abordou essa questão e falou também sobre Home Care e desospitalização.

O Dr. Eduardo Cordioli é formado pela Universidade Federal de São Paulo. Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia e Mestrado em Ciências pela mesma instituição.

Eduardo Cordioli, gerente da área de telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein

Qual o futuro do cuidado com o paciente?

Hoje estamos passando por uma transformação digital que afeta todas as áreas. Da mesma forma que a indústria musical e os bancos passaram por isso, o setor de saúde caminha nesse sentido. A tecnologia permite não só quebrar barreiras geográficas para ficarmos perto do paciente, mas também permite o uso de ferramentas de apoio para que a decisão médica seja mais assertiva.

Graças ao uso da tecnologia, um médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, pode emitir uma opinião especializada sobre um paciente que está no norte do Brasil. As vantagens são muitas. A começar pela economia de tempo e dinheiro do indivíduo, que não vai precisar viajar e gastar com transporte.

Dentro dessa perspectiva, o Sr. acredita que o cuidado face a face tende a acabar?

O atendimento presencial vai continuar. A conexão digital é mais uma porta de possibilidades para o médico, que não vai ser mais ou menos humano usando a tecnologia. O médico que atua nessa área pode aconselhar o paciente não só de forma remota, mas também fora dos horários convencionais. Ele pode orientar sobre o manejo de situações de baixa complexidade, além de tranquilizá-lo em tempo real, caso seja necessário.

A telemedicina não cria uma distância entre o médico e o paciente?

O paciente quer resolver o problema dele. Quer facilidade de acesso e gastar menos. Eu, por exemplo, quando preciso resolver um problema de banco, uso o celular, não quero um gerente apertando a minha mão. Na medicina é a mesma coisa: se o paciente puder ter seu problema resolvido à distância, ótimo. E o profissional de saúde vai promover uma grande experiência no cuidado, mesmo com a distância física. O bom médico que faz o acolhimento presencial também vai fazer a distância.

Qualquer área pode usar?

Sim, algumas mais do que outras. Por exemplo, aquelas em que a necessidade do exame físico não é muito grande, como psiquiatria, dermatologia e radiologia.

Como o Sr. vê a telemedicina em relação ao Home Care?

Está avançando. A telemedicina aumenta a capilaridade do serviço. É possível atender mais pessoas, eliminando assim o transporte e a necessidade de deslocamento até a casa do paciente.

A desospitalização é a saída para o nosso sistema de saúde?

A desospitalização é o futuro do cuidado em saúde. Quanto mais o indivíduo ficar fora do hospital, mais sustentável é o sistema, porque melhora a experiência do paciente, reduz custos e consegue liberar o leito hospitalar para quem de fato vai ter maior ganho com ele. Não vai ter leito de hospital para todo mundo no futuro. Precisamos caminhar para a desospitalização.

O Sr. vê isso como uma tendência?

Os grandes hospitais têm avançado nesse sentido, buscando aumentar a rotatividade dos leitos. Graças ao avanço da tecnologia, cada vez mais as terapias estão sendo realizadas fora dos hospitais. Elas são hoje minimamente invasivas, o que exige um menor tempo de recuperação. A boa prática da medicina contempla esse aspecto da baixa permanência do paciente no hospital.

Leia também: Telemonitoramento garante segurança no tratamento a distância
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