fbpx Brasileiro é o povo que mais sente solidão na pandemia, aponta pesquisa | S.O.S Vida - Inovando em Saúde
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16 MAR 2021

Para psicólogas, valorização do contato social em confronto com a necessidade de isolamento pode gerar sofrimento psíquico.

O brasileiro é o povo que mais se sentiu solitário durante a pandemia, de acordo com pesquisa do Instituto Ipsos, que ouviu 23 mil pessoas de 28 países. Segundo o levantamento, 50% dos mil entrevistados no Brasil disseram que sentiram solidão “muitas vezes”, “frequentemente” ou “sempre”. Os turcos, indianos e sauditas também estão no topo desse ranking. Do outro lado, estão os holandeses como o povo que menos sofre de solidão.

“O brasileiro sofreu demais na pandemia. Os números assustadores de contágio e de mortes, um dos piores índices do mundo, e o longo período de quarentena, ajudam a explicar esse sentimento. Houve também muita turbulência em relação às informações e procedimentos sobre a pandemia. As pessoas ficaram e estão muito confusas e tristes sobre isso”, explica, à BBC News Brasil, Marcos Calliari, presidente da Ipsos no Brasil.

Aspectos psicológicos e sociais

De acordo com psicólogas, esse resultado reflete o perfil do brasileiro, que valoriza a interação familiar e com amigos.

“A cultura brasileira é marcada pelo contato e experiência social. E o distanciamento, preconizado como medida de combate a transmissão do vírus, entra em confronto com essa cultura, gerando sofrimento psíquico em inúmeros brasileiros”, explica Cláudia Cruz, psicóloga da S.O.S. Vida.

A também psicóloga da S.O.S. Vida, Gabriela Oliveira, completa explicando que a solidão não tem relação direta com estar sozinha.

“É possível se sentir sozinho mesmo acompanhado de outras pessoas. A pessoa precisa entender o que é que a preenche, o que realmente importa para elas. Porque outras coisas mal resolvidas internamente podem gerar esse sentimento de solidão e causar sofrimento psíquico”, pondera.

Fim da solidão?

Ao mesmo tempo que esse sentimento é registrado, é visível o desrespeito ao isolamento social em todo país, com flagrantes de praias lotadas, festas clandestinas e outras aglomerações. Para as especialistas, diversos fatores podem levar a população a tentar preencher essa “solidão” desrespeitando o isolamento social.

Uma possibilidade é a fuga da realidade.

“Ao mesmo tempo que as pessoas valorizam a interação social, têm pouco senso de coletividade e responsabilidade com o outro. Querem estar com a família e amigos, mas não cuidam do outro, porque têm baixa tolerância a frustração. Portanto, possuem um comportamento de fuga da realidade, negando o que estão vivendo para não viver experiências desagradáveis”, pontua Gabriela.

Para a psicóloga Cláudia Cruz, a fadiga da quarentena também pode levar ao descumprimento das medidas de prevenção ao coronavírus de forma inconsciente.

“O cansaço e desgaste emocional faz com que diminua a motivação para manter as precauções. O ser humano tem dificuldade em se manter engajado por muito tempo, além disso tem uma tendência a buscar o que dar prazer, como a interação social”.

Alternativas para evitar o sentimento de solidão

Para as especialistas, a população pode traçar estratégias para evitar o sentimento de solidão. A mais importante é ter em mente que a pandemia exige o distanciamento físico, mas não social. Portanto, é possível buscar outras alternativas para manter a interação com os familiares e amigos mesmo distante fisicamente.

Realizar atividades lúdicas e esportivas também ajudam a manter a sensação de bem-estar. Caso o sentimento de solidão já esteja presente e causando sofrimento psíquico, Cláudia Cruz sugere buscar orientação de um especialista. Além disso, ela orienta manutenção de uma rede de apoio, procurando ajuda de alguém de confiança, já que a troca de experiência gera sensação de pertencimento e ajuda a combater a solidão.

Cuide de sua saúde mental

Diante do cenário de medo e incertezas trazido pela pandemia e suas diversas nuances, o cuidado com a saúde mental, que sempre foi importante, agora se torna emergencial.

“Para cada morte que temos, são em média dez pessoas sofrendo impactos. Se pensarmos dessa forma, podemos entender a gravidade das sequelas da pandemia para a população, então é importante esse olhar para a saúde mental agora, buscando evitar que os danos sejam maiores depois. Estamos vivendo um cenário de várias crises – econômica, de saúde, social – que impactam em uma maior, que é uma crise humanitária”, analisa a psicóloga Cláudia Cruz.

Cláudia Cruz foi uma das palestrantes da Semana do Cuidado na Atenção Domiciliar, promovida pela S.O.S. Vida, onde falou sobre o tema “Cuide de sua Saúde Mental”.

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