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04 MAIO 2020

A Revista de Enfermagem Contemporânea (REC) trouxe o estudo “Procedimentos invasivos em usuários em internação domiciliar” realizado junto a pacientes da S.O.S. Vida em Salvador.

O estudo, publicado em Abril/2020, foi realizado pelos enfermeiros Thaís Marques Moura, Gilmara Ribeiro Santos Rodrigues,  Victor Fernando Alves Neves e Gleide Regina de Sousa Almeida Oliveira, com o levantamento de 152 procedimentos invasivos em uma amostra de 110 pacientes tratados em Home Care.

“Delimitar o perfil de procedimentos realizados na atenção domiciliar possibilita a construção de protocolos, criação de estratégias de cuidados no domicílio e de prevenção de eventos adversos, além de orientações para pacientes e familiares/cuidadores”, explica Gleide Oliveira, assessora do Núcleo de Pesquisa e Estudos Científicos da S.O.S. Vida.

A REC é uma publicação científica semestral da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, que busca promover o debate e a construção de conhecimentos na área de ciências da saúde.

Confira o artigo científico.


Revista Enfermagem Contenporânea

No modelo hegemônico hospitalocêntrico, os cuidados realizados pela equipe multiprofissional vão desde atividades de vida diária (AVD’s) até procedimentos invasivos, que estão diretamente associados às Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS’s).

A constante exposição a procedimentos invasivos resulta em malefícios para os usuários, como a internação prolongada, elevado risco de mortalidade e desenvolvimento de infecções multirresistentes, que ocasionam período de altos custos hospitalares e a dispersão de microrganismos multirresistentes. A atenção domiciliar (AD) surge, nesse contexto, como uma possibilidade para minimizar esses agravos.

O Ministério da Saúde define AD, como sendo os cuidados prestados em domicílio visando à prevenção e tratamento da doença, assim como a reabilitação, paliação e promoção da saúde, garantindo a continuidade de cuidados. A AD é uma modalidade de atenção à saúde integrada as Redes de Atenção à Saúde (RAS)

Os Programas de Atenção Domiciliar (PADs) estão vinculados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), previstos como componentes da Rede de Atenção às Urgências e são organizados para atender a pacientes em agudização de algum quadro clínico cuja internação hospitalar seja indicada, mas passível de ser evitada por meio de AD.

O modelo de assistência domiciliar é percebido como um esforço de mudança na organização dos serviços de saúde, que busca superar o modelo assistencial centrado em cuidados hospitalares, embora os mesmos sejam imprescindíveis em situações específicas.

Nesse modelo, destaca-se a internação domiciliar, definida como uma infraestrutura minimizada do hospital ao domicílio, sendo uma estratégia de desospitalização. Retrata uma alternativa segura e eficaz para a atenção a pacientes específicos, clinicamente estáveis, mas que requerem cuidados singulares e diários do profissional de saúde.

PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS INVASIVOS NA INTERNAÇÃO DOMCILIAR

Observou-se a ocorrência de 152 procedimentos invasivos nos 110 pacientes. Dentre os suportes terapêuticos, predominou o cateter central de inserção periférica (92,0%), seguido do cateter venoso central (33,0%).

Em relação ao suporte ventilatório, traqueostomia foi a mais frequente (25,0%), e quanto à terapia nutricional prevaleceu a gastrostomia (46,1%). Dentre os dispositivos de eliminação vesical, a sonda vesical de demora apresentou percentual de 10,5%.

Delimitar o perfil de procedimentos realizados na atenção domiciliar possibilita a construção de protocolos relacionados a estes procedimentos, criação de estratégias de cuidados no domicílio e de prevenção de eventos adversos e orientação dos pacientes e familiares/cuidadores.

Procedimentos invasivos em usuários em internação domiciliar | Estudo Científico 1
Distribuição dos procedimentos invasivos utilizados por pacientes em internação domiciliar, Salvador, BA, Brasil, 2019

Os pacientes alvos da análise deste estudo são caracterizados predominantemente pela faixa etária acima de 60 anos. Este achado é importante a partir do conhecimento que as pessoas idosas, quando comparado com o jovem, são mais susceptíveis aos efeitos adversos dos procedimentos invasivos, especialmente à infecção, em razão de alterações fisiológicas do envelhecimento, declínio da resposta imunológica e a presença de doenças concomitantes.

Como no contexto nacional e internacional há escassez de estudos sobre procedimentos invasivos utilizados por usuários em internação domiciliar, não foi possível comparar esses resultados com várias outras investigações.

Dentre os achados desta pesquisa, o PICC foi o dispositivo de suporte terapêutico mais utilizado, o que se justifica pelas vantagens da implantação: como o baixo risco de infecção; ser um acesso venoso eficaz; poder ser realizado à beira leito; ter longo tempo de permanência (2 anos e 6 meses) e ter maior segurança na administração medicamentosa.

O PICC tem indicação segura para os pacientes em cuidados paliativos visto que há a vulnerabilidade e sofrimentos físico e psicológico frente ao processo do adoecimento, que contribuem significativamente para a qualidade de vida. As veias mais indicadas são a basílica e a cefálica porque possuem o trajeto menor até a veia cava superior.

Enquanto o cateter venoso central (CVC) no domicílio não é tão vantajoso, por não permitir uso intermitente e possuir curta duração. Outra desvantagem refere-se ao uso domiciliar impróprio tanto pelo fato de deslocamento do dispositivo e maior risco de infecção. Embora o CVC guiado por ultrassom seja uma perspectiva, ainda não é adotado absolutamente.

PARTICULARIDADES DA ATENÇÃO DOMICILIAR

No domicílio, a enfermeira tem que orientar os pacientes e família quanto à necessidade e como manter a sonda pérvia, detectar problemas de obstrução, vazamentos, exteriorização, higienização, o preparo e administração da dieta.

No ambiente domiciliar, é essencial a escolha do dispositivo ideal e Adequado a cada paciente, visando prevenir e diminuir o risco de Complicações.

É preciso também avaliar o preparo e as condições da família para cuidar do paciente em domicílio e a necessidade ou não de um Profissional de saúde no domicílio.

Além disso, nos casos possíveis, estimular a autonomia do próprio paciente, orientando-o e treinando-o em relação aos procedimentos e dispositivos.
Normalmente, um mesmo paciente faz uso de mais de um dispositivo simultâneo, o que ficou evidenciado em quase metade dos pacientes desta pesquisa, diferente do contexto hospitalar no qual maioria dos pacientes internados, usarem apenas um dispositivo invasivo (55,9%).

Constatou-se em outro estudo com 54 pacientes no regime de internação domiciliar, que 31,5% realizaram traqueostomia e gastrostomia concomitantemente e 3,7% gastrostomia e acesso venoso periférico simultaneamente.

PROCEDIMENTOS INVASIVOS EM INTERNAÇÃO DOMICILIAR: CONFIRA O ARTIGO COMPLETO

SOBRE O MÉTODO DE PESQUISA

Estudo retrospectivo quantitativo descritivo com utilização de dados secundários, a partir do banco de dados da pesquisa maior intitulada “Perfil sociodemográfico e clínico de usuários assistidos na atenção domiciliar”, sob número do CAAE 99850418.6.0000.5544. A coleta de dados foi realizada em outubro e novembro de 2019.

No banco de dados constavam dados sociodemográficos e clínicos de pacientes que estiveram internados em uma unidade privada de assistência domiciliar na cidade de Salvador, BA, Brasil. Este serviço foi escolhido por ser o pioneiro no estado da Bahia a prestar cuidados domiciliares a pacientes crônicos e por admitir pacientes com doenças crônicas, com quadro clínico estável e em condições de prosseguir com o tratamento em domicílio.

O estudo apresenta como limitação ter sido realizada em apenas um serviço de atenção domiciliar, impedindo que os resultados possam ser generalizáveis para todos e quaisquer pacientes em internação domiciliar.
Todavia, os mesmos se tornam uteis para pacientes internados em unidades de saúde com o mesmo perfil do lócus de pesquisa.

Como citar este artigo

Moura TM, Rodrigues GRS, Neves VFA, Oliveira
GRSA. Procedimentos invasivos em usuários em internação domiciliar.
Rev Enferm Contemp. 2020;9(1):85-93. doi: 10.17267/2317-3378rec.
v9i1.2812

Submetido 11/03/2020, Aceito 12/04/2010, Publicado 15/04/2020
Rev. Enferm. Contemp., Salvador, 2020 Abril;9(1):85-93
Doi: 10.17267/2317-3378rec.v9i1.2812 | ISSN: 2238-2370

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