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20 JAN 2020

Ortotanásia foi o tema do artigo de Patrícia Fontes Bagano, médica paliativista da S.O.S. Vida, publicado pelo Jornal A Tarde (18/01/2020).

Confira o artigo completo.


Falar de morte é um tabu em muitas culturas, inclusive na brasileira, que evita pensar no processo de finitude da vida. O personagem do ator Antônio Fagundes, na novela Bom Sucesso, traz para as telas a discussão sobre o tema e o direito do paciente terminal de definir como quer morrer.

Ele levantou nas últimas semanas a opção de fazer valer o seu desejo. Sem querer prolongar seus últimos dias com sofrimento, o personagem cogitou fazer a eutanásia – quando se mata um paciente por compaixão -, mas como o procedimento é proibido no Brasil, seu advogado, vivido pelo ator Eduardo Galvão, apresentou a possibilidade de fazer uma declaração de ortotanásia.

O documento expõe a decisão de não ser submetido à procedimentos invasivos, que comprometem a sua qualidade de vida, para adiar a morte. Essa iniciativa é prevista pelo Conselho Federal de Medicina e o documento que viabiliza esta ação é nomeado “Diretivas Antecipadas de Vontade”.

A medicina tradicional tem foco na cura, mas há casos em que não existe um tratamento capaz de reverter o estágio da doença do paciente – mais comum em doenças crônicas e oncológicas.  Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) defende a prática dos cuidados paliativos, que consiste em intervenções médicas e da equipe de saúde direcionadas ao controle de dor e outros sintomas com fins de melhorar a qualidade de vida do paciente dentro das limitações impostas pela doença. Desta forma, o foco passa a ser o paciente e seu bem-estar, e não, a doença.

O tratamento é multidisciplinar, prevendo não apenas intervenções físicas, como psicológicas, sociais e espirituais. E quando conseguimos controlar esses pontos junto com os sintomas físicos, geramos uma certa tranquilidade no processo. É fundamental que a pessoa com uma doença terminal e sua família tenham um momento de escuta e acolhimento, auxiliando no processo de avaliação da sua vivência.

O suporte psicológico ajuda a lidar com o sofrimento, para entender que a morte é um processo natural, mas que é possível ressignificar esse momento, focando na vida e pensando o que se gostaria de fazer nesse tempo. Desta forma, os pacientes têm a oportunidade de resolver pendências e avaliar como querem passar os últimos dias de sua vida.

Até que ponto é válido prolongar a vida de um comatoso, muitas vezes em quadros irreversíveis? É interessante continuar com métodos invasivos, que vão causar ainda mais dor e menos qualidade de vida? 

A sociedade precisa discutir cada vez mais sobre a morte, pois é a única certeza que temos da vida. Enquanto este ciclo não é encerrado, é necessário que pacientes, quando possível, e familiares tomem as melhores decisões com o intuito de amenizar os sofrimentos do momento de perda.  

LEIA TAMBÉM: ORTOTANÁSIA – PRÁTICA LIMITA INTERVENÇÃO MÉDICA EM BUSCA DE MORTE NATURAL E DIGNA

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