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04 MAIO 2021

A geriatra Juliana Santana é uma das idealizadoras do Espaço Ativo, instituição que funciona na capital sergipana oferecendo diversas soluções para as necessidades físicas, psíquicas e sociais do idoso.

Em entrevista para o Informativo da S.O.S. Vida, Dra. Juliana falou sobre de diversos assuntos relacionados à velhice, abordando também questão da pandemia e de como as medidas restritivas estão afetando a saúde física e mental dos idosos, que precisam de toda a atenção nesse momento. Outro ponto destacado pela especialista foram as principais demências e dos fatores que garantem a longevidade.

Acompanhe a entrevista completa.

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Como a pandemia tem impactado nos idosos atendidos pelo Espaço Ativo?

Houve uma redução no número de participantes, mas ainda mantemos turmas pequenas. A área é grande e arejada. Dessa forma, podemos colocar os idosos para fazer as atividades uns distantes dos outros, todos de máscara e com álcool em gel disponível nas mesas. Da mesma forma, a equipe de profissionais segue todos os protocolos de segurança sanitária. Alguns pacientes pioraram muito depois da pandemia. Poderia dar o exemplo de um idoso que tinha total autonomia, ele mesmo pagava as sessões. Agora está desorientado, sem conhecer as pessoas. Por isso os familiares retomaram o tratamento, pois o isolamento estava fazendo muito mal a ele.

Até que ponto esse isolamento afeta a saúde mental dos idosos?

Afeta tanto a saúde mental quanto a física. Com o isolamento, houve uma redução drástica das atividades. Idosos que faziam academia, caminhadas e se encontravam com os amigos, passaram a ficar em casa. A falta de atividade física reduz a massa muscular, prejudica o equilíbrio e aumenta o risco de quedas. Piora também o metabolismo, afetando sobretudo quem tem hipertensão, diabetes e colesterol alto. Na questão psicológica, a falta do estímulo social acarreta ansiedade e depressão. Muitos estão com medo e tristes por estarem longe dos netos e com medo da contaminação dos parentes próximos.

O certo é que a pandemia prejudicou a estratégia do envelhecimento ativo, mas, por outro lado, é uma oportunidade de as pessoas enxergarem como é importante a socialização para o idoso. Espero que quando a pandemia acabar, as pessoas ajam diferente com eles, garantindo a autonomia, a liberdade e a socialização para esse público.

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Qual o conselho para que a Sra. daria para quem tem um idoso em casa?

Escolha um horário do dia e leve o idoso para passear em locais arejados, com máscara e com distanciamento. Arranje sempre um tempo para dar uma volta com ele, faça vídeo chamadas com parentes e amigos com regularidade.

Dentro de casa é preciso manter a rotina bem organizada, respeitando os horários estabelecidos antes da pandemia, como a hora do banho, por exemplo. Se é uma idosa vaidosa, que gosta de usar batom, estimule esse comportamento. Se o idoso gosta de artesanato, pintura, jogos de cartas e de tabuleiro, é preciso incentivar, pois tudo isso é válido para a estimulação cognitiva. O que não se recomenda é deixá-lo na frente da TV, só vendo notícias ruins sobre a pandemia. A comunicação tem que ser sempre positiva.

A longevidade está relacionada com os hábitos de vida?

Vários fatores estão associados à longevidade, como genética, história psicossocial e fatores ambientais. O mais importante é o estilo de vida. Ele se sobrepõe aos outros, inclusive à genética. A depender dos hábitos que cultivamos ao longo da vida, podemos mudar até mesmo a expressão de um gen. Sabemos que o envelhecimento é marcado por perdas, pela morte das células, por menos força muscular. Conseguimos minimizar tudo isso com hábitos saudáveis, ativando as funções do organismo. Se a pessoa der comida na boca do idoso, em pouco tempo ele vai deixar de comer sozinho. Da mesma forma, se liquidificar a comida ele vai perder a função mastigatória.

Ele precisa ser estimulado o tempo todo em sua autonomia, precisa se sentir útil dentro de casa.

As demências estão relacionadas à falta de estimulo?

As demências são muito frequentes na terceira idade. Quanto mais velho, maior a chance de ter. Porém, existem pessoas que morrem lúcidas e quando se faz a necropsia, descobre-se as lesões do Alzheimer no cérebro. Ou seja, essa pessoa não desenvolveu a doença porque era ativo.

Na velhice, o Alzheimer é o tipo de demência mais frequente seguido pelo Corpúsculo de Lewy e demência vascular. O Corpúsculo se caracteriza pelo esquecimento, alucinações visuais, distúrbio do sono e perdas de consciência.

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Nesse contexto, qual a sua visão sobre o Home Care?

As demências geram incapacidades e dependências, que se tornam cada vez maiores à medida que vão evoluindo. Geralmente são degenerativas e exigem cuidados cada vez maiores. Algumas dessas doenças têm necessidade de cuidados paliativos e nesse aspecto o Home Care é fundamental para garantir bem-estar e qualidade de vida aos pacientes.

O atendimento domiciliar garante que o doente seja cuidado dentro de sua casa, perto dos familiares e das coisas que gosta. Além disso, será um cuidado de melhor qualidade, com a técnica correta. Em algumas situações, é possível treinar os familiares e cuidadores para que eles possam dar suporte ao paciente e com isso evitar internações.

É uma grande vantagem não hospitalizar e assim diminuir a possibilidade de procedimentos invasivos, de infecções, aumentando a qualidade de vida do indivíduo.

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