fbpx Lidando com a solidão em meio à pandemia | S.O.S Vida - Inovando em Saúde
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04 MAIO 2021

A pandemia causada pelo Coronavírus fez aumentar entre os brasileiros o sentimento de solidão. De acordo com pesquisa feita pelo Instituto IPSOS, somos os mais solitários do mundo entre povos de 28 países.

Segundo o levantamento realizado entre 23 de dezembro do ano passado e 8 de janeiro deste ano, 50% das mil pessoas entrevistadas no Brasil disseram sentir solidão “muitas vezes”, “frequentemente” ou “sempre”. Em segundo lugar vieram os turcos, com 46% e, na outra ponta do ranking, os holandeses são o povo que menos sofre de solidão (15%).

solidão e pandemia

O brasileiro versus o distanciamento social

De acordo com a psicóloga da S.O.S. Vida, Cláudia Cruz, a pandemia tem relação direta com esses números, pois somos um povo gregário, que valoriza o toque, o contato, o abraço. E o distanciamento social, preconizado como medida de combate à transmissão do vírus,

Apesar de pesquisa indicar que o brasileiro se sente só, existem formas de contornar essa condição acaba entrando em confronto com essa cultura da experiência social, gerando sofrimento psíquico. Realmente, segundo o levantamento, 52% dos participantes da pesquisa no Brasil afirmaram que esse sentimento de solidão cresceu nos últimos seis meses.

Os pacientes internados em Home Care também têm sofrido com o isolamento social. Cláudia Cruz destaca que, pela característica desse tipo de internamento, os indivíduos já ficam mais restritos e com a pandemia a maioria dos familiares deixou de fazer visitas.

“O cuidador fica mais sobrecarregado, com pouco tempo para si e sem uma rede de apoio para compartilhar os cuidados, podendo assim se sentir também solitário”.

A psicóloga lembra que a solidão não está condicionada a estar só.

“Existem pessoas que convivem bem com o estar só, mantêm conexão com o mundo e priorizam o autoconhecimento. No entanto, quando o estar só gera o sentimento de solidão, o rompimento de vinculação, ausência de pertencimento com o mundo e com os outros e a consequente dificuldade para sentir identificação com o meio e com quem está ao seu redor, pode-se dizer que a pessoa se sente solitária”.

Psicóloga Cláudia Cruz

Estar sozinho ou estar solitário?

A também psicóloga da S.O.S. Vida, Gabriela Oliveira, completa explicando que a solidão não tem relação direta com estar sozinho.

“É possível se sentir sozinho mesmo acompanhado de outras pessoas. A pessoa precisa entender o que é que a preenche, o que realmente importa para ela. Porque outras coisas mal resolvidas internamente podem gerar esse sentimento de solidão e causar sofrimento psíquico”.

“Solidão é não estar conectado”, afirma Cláudia Cruz, destacando que o paciente pode até ter uma família grande, mas se ela não participar e isolá-lo no quarto ele pode se sentir solitário. Hoje em dia, com as famílias reduzidas e as pessoas precisando sair para trabalhar, a circulação nas residências é cada vez menor e isso contribui para o sentimento de solidão que muitos pacientes relatam.

Alguns sintomas para identificar um quadro de solidão: o indivíduo fica retraído, desinteressado pelo contato, apresenta sentimento de inutilidade, sentimento de rejeição, desânimo, entre outros.

Cláudia lembra que a solidão pode ser um sintoma de depressão, mas nem todas as pessoas que se sentem solitárias têm quadro depressivo.

“O diagnóstico diferencial se faz necessário para a adequação da conduta e diminuição de riscos de agravamento da situação. Um quadro depressivo, por exemplo, se caracteriza pela intensidade e periodicidade maior de sintomas que comprometem a rotina e funcionalidade do indivíduo”.

A psicóloga acredita que nesses casos o indicado é buscar ajuda de um profissional  especializado em saúde mental.

“O paciente, muitas vezes, não percebe a gravidade do problema e assim não busca suporte profissional a tempo de evitar o agravamento dos sintomas”.

Para finalizar, Cláudia destaca algumas dicas que podem ajudar no enfrentamento da solidão. Primeiro, busque ajuda, uma rede de apoio através de um familiar, amigo, alguém que confie. A troca com o outro gera sentimento de pertencimento a um grupo social e a troca de experiência ajuda a não se sentir solitário no processo.

Ela destaca ainda que o isolamento social necessário devido à pandemia não precisa ser psicológico, uma vez que é possível manter conexão com o outro mesmo que exista o distanciamento físico. “A tecnologia pode ser uma aliada para encurtar distâncias e promover encontros de forma segura”.

É possível construir uma rotina saudável, incluindo atividades lúdicas e criativas, fazendo atividades físicas. Caso a pessoa sinta um grau de dificuldade maior, deve buscar ajuda de um profissional da área da saúde mental. Este poderá ajudar com condutas individualizadas e assertivas para diminuir danos psíquicos.

“Por fim, procure a opção que melhor se adapte às suas necessidades e gostos, sem perder de vista que toda situação desafiadora é potencialmente transformadora!”

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