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14 SET 2020

Apesar de não serem consideradas parte dos grupos de risco, crianças e adolescentes vêm sofrendo um grande impacto da pandemia de Covid-19, principalmente com o isolamento social e o fechamento das escolas.

“Certamente as crianças estão sofrendo muito com as medidas de restrições, porém são necessárias para o controle da pandemia. O aumento dos casos na Pediatria traria consequências ruins, como aumento dos casos dos adultos, seus cuidadores, com maior de chance de evolução desfavorável. Temos que ampliar o nosso olhar pesando sempre riscos e benefícios para toda a sociedade”, alerta Morgana Porto, pediatra da S.O.S. Vida.

Para discutir o tema, Morgana Porto receberá as pediatras Rita Mira, coordenadora médica da pediatria do Hospital Santa Izabel (BA) e Danielle Moises, coordenadora da UTI pediátrica do Hospital São Lucas (SE), para o webinar “A Infância e os Desafios na Saúde”, dia 23 de setembro às 20h.

O debate será moderado por Fernanda Gama, gerente de relacionamento com o mercado da S.O.S. Vida (BA) e transmitido ao vivo pelo YouTube e Facebook.

Assine o canal da S.O.S. Vida no YouTube e ative os lembretes.

Quadros clínicos da Covid-19 na pediatria

Os sintomas e quadros clínicos da Covid-19 na pediatria são semelhantes aos dos adultos, conforme explica Dra Morgana Porto.

“Os sintomas mais comuns de Covid nas crianças são febres, tosse e dor de garganta. A rinorreia acontece apenas em 15-20% dos casos. A perda do olfato é mais comum nos adolescentes e não é tão frequente na Pediatria como nos adultos. As manifestações atípicas com diarreia e vômitos são encontradas com frequência na forma mais grave da doença”.

“Apesar disso, felizmente, temos um percentual de quadros graves muito menor em relação aos adultos. Até o momento registra-se em torno de 200 óbitos pediátricos no Brasil pelo coronavírus, 0,1% do total de óbitos. O número é pequeno, mas de uma dor para as famílias e para a sociedade sem tamanho”, reflete Dra. Morgana.

Especialista tentam entender os motivos desse baixo número. Uma das hipóteses levantadas é o fato das crianças terem um menor número de atividades externas, tendo assim um contato restrito com possíveis contaminantes. 

Outra constatação levantada é o alto índice de crianças assintomáticas e com alta carga viral, constatação levantada no estudo publicado pela revista “Journal of Pediatrics”, realizado no Hospital Geral de Massachussetts, em Boston, que analisou pacientes com idade de 0 a 22 anos e os comparou com adultos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) devido à doença. A pesquisa alerta que as crianças não estão protegidas contra o vírus e são potenciais propagadores.

“Estima-se que cerca de 2.5% dos casos de COVID19 requerem internação e destes menos de 1% requerem cuidados intensivos. No entanto, precisamos ficar em alerta para os sinais  que possam sugerir evolução para síndrome respiratória aguda grave ou síndrome inflamatória multissistêmica, formas graves da doença e que requerem cuidados intensivos”, alerta Dra. Danielle Moises.

Os sintomas mais frequentes na Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM-P) são febre persistente acompanhada de um conjunto de sintomas como pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e comprometimento respiratório.

Recentemente, o Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) emitiu um alerta chamando atenção da comunidade pediátrica para a associação da SIM-P com a Covid-19 e para a necessidade da identificação precoce da síndrome no país.

Desafios da saúde infantil na pandemia

A pediatra Rita Mira aponta diversos impactos na assistência às crianças em meio a pandemia, o que prejudicou os cuidados. Entre eles a redução das buscas por atendimentos em consultórios e serviços de emergência, descontinuidade vacinal e aumento do sedentarismo e obesidade.

Talvez o maior prejuízo seja no desenvolvimento global das crianças, impactadas pelo afastamento escolar e do convívio social e, em alguns casos, pela experiência de adoecimento e luto na família. Esse é um grande desafio que vamos ter que lidar nos próximos meses em nossa prática“, destaca a médica.

As crianças devem voltar às aulas?

Outra grande questão muito discutida é se as crianças devem voltar às aulas de forma presencial.  Recentemente a Organização Mundial da  Saúde (OMS), com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) publicaram uma atualização do guia sobre a retomada das aulas e a reabertura de escolas ao redor do mundo em meio à pandemia de coronavírus.

Segundo o documento, a suspensão de atividades presenciais só deve ser considerada pelos locais que não podem operar com segurança e não têm alternativa.  Ainda de acordo com o documento, a retomada deve ser realizada com um plano detalhado de medidas preventivas, que inclui principalmente: distanciamento social, limitação do número de pessoas – com modificações de horários e revezamentos de turmas -, uso de máscaras, estratégias de ventilação adequadas, gestão de alunos e funcionários doentes.

“Todos estão desejando o retorno às aulas, pois têm sido bastante sofrido para os as aulas a distância. Todos, pais, alunos e professores, tiveram que se reinventar e se adaptar às “novas” formas de aprendizado neste contexto de pandemia.

Atualmente penso que as aulas devam voltar, gradualmente, começando pelos “mais velhos”, alunos jovens de faculdade e 2º grau. Penso que deva ser híbrida, com revezamento dos que vão para sala de aula e dos que ficam em casa.  De qualquer forma, é preciso ter paciência e muita cautela neste retorno”, reflete Morgana Porto.

Webinar Integração do Cuidado: Hospital e Home Care

Confira os três primeiros eventos desse projeto moderado por Fernanda Gama, gerente de relacionamento com o mercado da S.O.S. Vida:

Hospital e Home Care: A integração de cuidados

Com a participação do hepatologista Raymundo Paraná, superintendente médico do Hospital Aliança, e Mateus Assis, coordenador médico da S.O.S. Vida (SE).

Qualidade e Segurança no contexto atual da saúde

Com as presenças de Heleno Costa Junior, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Janaína Régis, gerente de qualidade e segurança do Hospital Cárdio Pulmonar e Simara Espírito Santo, coordenadora da qualidade da S.O.S. Vida.

Cenário da Saúde Hoje

Participaram do debate os médicos Leonardo Baumworcel, diretor técnico do Hospital São Lucas (SE), Guilherme Espírito Santo, superintendente assistencial da Rede Primavera Saúde (SE) e Marta Simone Sousa, gerente da S.O.S. Vida (SE).

Empresa Acreditada:

Joint Commission International (JCI)

Empresa afiliada:

Associação Nacional de Hospitais Privados Anahp

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