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30 JUL 2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou para a gravidade do impacto na saúde mental da população diante da pandemia de Covid-19, e alguns dados já dão indícios de como isso pode se agravar nos próximos meses.

Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em maio deste ano, 47,9% dos psiquiatras entrevistados perceberam aumento em seus atendimentos após o início da pandemia.

Segundo dados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), a comercialização de Clonazepam (ou Rivotril), uma das mais conhecidas medicações ansiolíticas, aumentou 22% em março e abril deste ano em comparação ao mesmo bimestre do ano passado.

Neste cenário de medo e incertezas trazido pela pandemia e suas diversas nuances, o cuidado com a saúde mental, que sempre foi importante, agora se torna emergencial.

“Para cada morte que temos, são em média dez pessoas sofrendo impactos. Se pensarmos dessa forma, podemos entender a gravidade das sequelas da pandemia para a população, então é importante esse olhar para a saúde mental agora, buscando evitar que os danos sejam maiores depois. Estamos vivendo um cenário de várias crises – econômica, de saúde, social – que impactam em uma maior, que é uma crise humanitária”, analisa a psicóloga Cláudia Cruz.

Cláudia Cruz foi uma das palestrantes da Semana do Cuidado na Atenção Domiciliar, promovida pela S.O.S. Vida, onde falou sobre o tema “Cuide de sua Saúde Mental”.

Assista à palestra CUIDE DE SUA SAÚDE MENTAL

Adoecimento mental

Diante do cenário de adoecimento em massa com número de óbitos crescente, e da ameaça real de uma doença altamente transmissível que traz risco de morte, o medo é uma reação natural e faz parte do processo de defesa das pessoas, sendo necessário, mas de uma forma equilibrada. Cláudia pondera que o medo não é um problema em si, mas pode se tornar ao acionar alguns mecanismos, seja pelo excesso ou pela falta dele.

“Há aquelas pessoas que entrarão em um processo de fuga, negando a realidade e muitas vezes deixando de se cuidar e aderir as recomendações de segurança diante da pandemia. Outras, podem entrar m pânico, que é um processo que paralisa a pessoa e intensifica o sofrimento psíquico. Outra possibilidade de resposta do cérebro a esse alerta constante, é interpretar como um alerta simulado, como se não fosse real, e começar a deixar de seguir os protocolos sugeridos”, explica.

Esse momento de crise, pontua a psicóloga, é uma situação de mudança que exige esforço suplementar pra manter o equilíbrio ou estabilidade emocional, em função da ruptura com o mundo presumido.

“O Coronavírus trouxe uma mudança total na rotina e estilo de vida das pessoas, em um tempo muito curto, e em uma situação sem registro no nosso mundo interno, ou seja, nova e de insegurança. Além do medo real do adoecimento e da morte, temos outros fatores de risco, como o isolamento social, o luto, as perdas econômicas e a sensação de que o tempo passa e o cenário não muda. Diante de tudo isso, é fundamental estar atento a sintomas que podem indicar um alerta para a saúde mental e buscar ajuda quando necessário”, sintetiza.

Impactos da pandemia na Saúde Mental

Cláudia Cruz trouxe dados de estudos que indicam o impacto da pandemia na saúde mental. Conforme a revista The Lancet, 29% da população deve desenvolver Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e 31%, depressão.

Um levantamento da Universidade de Campinas (SP) apontou que pessoas com sintomas da Covid-19 tendem a desenvolver Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), repetindo várias vezes ações como verificação de temperatura. Além disso, o estudo mostrou uma tendência à ansiedade em relação à saúde, o que pode gerar uma interpretação equivocada das sensações corporais e busca desnecessária por hospitais.

Em uma pesquisa realizada com pacientes hospitalizadas por Covid, SARS e MERS, feita pela Universidade de Londres, com a participação de mais de 3.500 pessoas, foi verificado que os internados têm risco de desenvolver a longo prazo transtorno depressivo, ansiedade, fadiga e TEPT, além de sintomas como insônia, comprometimento da memória, irritabilidade, ansiedade e lembrança frequente da memória traumática, em um período de seis a 39 meses após a internação.

Fatores de risco

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos psicológicos, existem os grupos mais vulneráveis, que são os profissionais de saúde, idosos, pacientes com doenças crônicas, crianças e adolescentes, sinaliza Cláudia Cruz.  

Além deles, as pessoas com histórico de transtorno psiquiátrico também merecem atenção, pois podem ter seus quadros potencializados com o atual cenário ou até desencadear novos sintomas.

“Os principais motivos de alerta são ansiedade elevada, raiva, medo, tédio, perda da qualidade do sono ou insônia, hipervigilância, estresse, fadiga, irritação, sintomas depressivos, abuso de drogas e medo excessivo de se contaminar ou contaminar um familiar”, indica a psicóloga.  

A dor do isolamento

Outra face da pandemia e de seus impactos na saúde mental é o isolamento social. Apontado pelos especialistas como uma das principais medidas de controle da Covid-19, ele se faz preciso, mas também se soma aos fatores de risco para a saúde mental.

“O isolamento social necessário nesse momento entra em confronto com a cultura do contato, com a qual a população brasileira está acostumada e, por isso, traz insegurança. Esse desconhecido associado à necessidade de estar longe de amigos e familiares, à sensação de privação da liberdade e do convívio social e à incerteza quanto ao tempo que isso vai durar também são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos. É preciso usar a criatividade e procurar formas de manter uma vida social, ainda que com os recursos tecnológicos”, acentua Cláudia.

Além disso, existe a necessidade de adaptação às novas rotinas, como o home office, o EAD e as tarefas domésticas, fazendo com que as pessoas precisem se apropriar de muitos afazeres que antes não faziam parte do dia a dia, o que também é um desafio.

“É preciso criar novas rotinas, pois não será possível manter a anterior”, destaca a psicóloga da S.O.S. Vida.

Perdas

Outra questão que pode se interpor neste momento é o luto. A perda de familiares, amigos, colegas e o cenário de afastamento que impacta na elaboração do luto pode elevar o risco para sintomas psiquiátricos.

“Temos que pensar também que estamos em luto coletivo, com tantas perdas, o sofrimento das famílias em uma doença com morte solitária, sem possibilidade de fazer os ritos de despedida. Isso também impacta demais na saúde mental”, sublinha a especialista.

Cuidados e caminhos

Diante de tudo isso, Cláudia aponta cuidados, começando por avaliar os próprios sentimentos e comportamentos diante de todo esse cenário.

“Se a pessoa identifica alguns sintomas, como mudança no sono, ansiedade, fadiga, estresse, irritação, medo excessivo e outros que citamos, é preciso ter cuidado e talvez buscar ajuda especializada. Temos serviços que oferecem essa ajuda, a plataforma Psiu, lançada pela prefeitura de Salvador, e ainda a opção do atendimento psicológico online”, informa.  

Ela pontua que é possível buscar ferramentas de psicoeducação, como o Guia de Orientação para Saúde Mental da OMS, e também é importante ter informação e conhecimento sobre a pandemia e o cenário atual, se apropriando da situação e não ativando mecanismos de fuga.

“Um alerta, porém, é verificar se há exagero, se a pessoa não está o tempo todo recebendo várias informações, algumas das quais não sabe nem a veracidade, gerando confusão e estresse. É fundamental ter limites e atenção à qualidade da informação” comenta.

A psicóloga chama atenção para a importância da atividade física, que diminui ansiedade, relaxa, e contribui na manutenção da saúde integral, podendo ser realizada em casa.

“Exercícios de respiração também são bons recursos, pois a respiração profunda ativa respostas de enfrentamento e resiliência. É preciso ainda manter uma alimentação saudável e intensificar as relações familiares de formas saudáveis, mantendo aberto o diálogo e criando momentos de fazer atividades de lazer e relaxamento juntos, além de manter as relações com amigos, ainda que à distância”, diz Cláudia.

Ela completa que buscar conforto espiritual é um elemento que protege a saúde mental, pois as crenças ajudam a dar sentido ao momento que se apresenta.

“Temos muitas imagens que nos acompanham nesse momento, imagens da lavagem das mãos, do uso de máscara, dos mapas de expansão da doença, imagens que estão no nosso dia a dia deste o início da pandemia. Penso que é importante trazer também imagens de união, de segurança, de reinvenção, usando a criatividade para construir uma rotina diferente, para fazer algo novo diante de uma situação inédita e difícil”, finaliza.

Semana do Cuidado na Atenção Domiciliar

Semana do Cuidado na Atenção Domiciliar

Com o objetivo de colaborar na disponibilização de informações de qualidade sobre como o cenário da pandemia de Covid-19 pode impactar a saúde de diversas formas, a S.O.S. Vida promoveu a Semana do Cuidado na Atenção Domiciliar, entre 13 e 17 de julho, com palestras de infectologistas, nutricionista, psicólogas e médicos.

Entre os temas, foram debatidos mitos e verdades sobre a Covid-19; manutenção de hábitos saudáveis e de uma alimentação equilibrada para reforçar o sistema imunológico;  como diferenciar Covid de outras doenças respiratórias e quando procurar a emergência; cuidados com a saúde mental e como lidar com as emoções conflitantes comuns no momento atual.

As palestras estão disponíveis no canal do YouTube da S.O.S. Vida (https://www.youtube.com/sosvida).

Empresa Acreditada:

Joint Commission International (JCI)

Empresa afiliada:

Associação Nacional de Hospitais Privados Anahp

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