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22 SET 2020

Uma boa notícia nesse cenário de pandemia: a maioria das vítimas da COVID-19 que tem algum tipo de sequela pulmonar se recupera e retoma a vida normal.

Segundo o médico pneumologista Almério Machado Júnior, que já atendeu diversos pacientes que contraíram a doença, somente nos casos graves o processo de recuperação é mais demorado, mas também com resultados satisfatórios.

O especialista acredita que a reabilitação em casa é melhor, pois é “mais seguro e confortável”. Acompanhe a seguir a entrevista concedida pelo médico ao informativo da S.O.S. Vida, na qual ele aborda esses e outros assuntos.

Pneumologista Almério Machado Júnior

Dentro de sua especialidade, como estão reagindo os pacientes com sequelas da COVID-19?

Até junho eu atendia pacientes agudos. A partir de julho começaram a aparecer pacientes pós-COVID, a maioria com sequelas leves da doença, como inflamação pulmonar residual, mal-estar, fraqueza muscular leve, indisposição e perda de olfato e paladar. A recuperação completa ocorre geralmente depois de 30 a 60 dias.

E no caso dos pacientes graves?

Atendi a maioria deles em domicílio, aqueles que foram para UTI e ficaram em ventilação mecânica. Esses indivíduos geralmente são submetidos a terapias de sedação profunda e precisam usar relaxantes musculares, além de corticoides e antibióticos. Muitas vezes essas drogas levam a alterações neuromusculares, ou seja, os pacientes perdem massa e força muscular, além de peso e gordura.

Vão para casa com restrições de movimentos e ficam no leito. Alguns também apresentam dificuldade respiratória e precisam de oxigênio, além de alimentação enteral. Esses indivíduos precisam se submeter a uma reabilitação prolongada com múltiplas especialidades.

Nos casos mais leves, existe um protocolo básico?

Cada caso exige uma abordagem específica. A grande recomendação é paciência, que faz muito bem. Em vez de o paciente tomar corticoide, que pode levar a alterações musculares e até neurológicas, o melhor é ter paciência que o quadro regride espontaneamente, na maioria dos casos.

Já para os casos graves o tratamento é diferente. Geralmente atendo na residência e minha intenção é sempre reduzir ou tirar completamente a medicação para que o corpo reaja, pois são pacientes que já usaram muitas drogas no hospital. Aqueles que não tinham doenças crônicas graves antes da COVID-19, vou tirando paulatinamente as medicações que agridem o organismo. Se não precisavam antes da doença, teoricamente não vão precisar agora.

Alguns pacientes apresentam fibrose pulmonar após a COVID-19. É um quadro reversível?

Recentemente tive uma paciente com uma lesão pulmonar após ter contraído a doença. Iniciamos o tratamento com corticoide e ela não respondeu bem. Depois de 20 dias a biópsia demonstrou uma fibrose pulmonar pós-COVID-19. É bom deixar claro que esse tipo de lesão pode ser revertida. Inclusive a paciente já está melhorando. As chances de recuperação desse dano pulmonar são grandes. Nos casos gravíssimos de COVID-19 é comum os pacientes apresentarem esse quadro, mas muitos se recuperam. Se o dano for grande, a área afetada vai demorar mais para se regenerar, mas a resposta tem sido boa.

Qual sua avaliação sobre os pacientes que tiveram a doença?

A maioria retoma a vida normal, mas ainda é cedo para afirmar que o organismo volta exatamente igual ao estado pré-doença. Eles estão se recuperando. Aparentemente voltarão a uma vida muito próxima do que tinham antes. Eu não vi nenhum quadro irreversível. Nesses casos a questão nutricional é muito importante para o indivíduo ganhar massa muscular, assim como a fisioterapia. A reabilitação psicológica também é fundamental, pois muitos passam pela experiencia de quase morte e isso pode levar à síndrome do pânico.

O Sr. já indicou pacientes para Home Care?

Sim. Pacientes graves, traqueostomizados, restritos ao leito e dependentes de oxigênio, com muita debilitação neuro muscular, devem ter reabilitação domiciliar. É mais seguro, confortável e provavelmente mais eficiente. Além disso, ele está no lar, ao lado da família, o que favorece uma recuperação mais rápida. É melhor do que colocá-lo em uma clínica de recuperação. Se houver condições sociais e econômicas para isso, essa deve ser a escolha.

De uma maneira geral, qual sua visão sobre o Home Care?

Tenho diversos pacientes em cuidados domiciliares por várias condições, como demência, esclerose lateral amiotrófica, câncer e outras doenças. Desde que o quadro clínico permita, é sempre melhor estar perto da família, que vai garantir o acolhimento para uma recuperação mais segura e agradável.   

Leia também: Especialista fala sobre a febre em pessoas com a Covid-19
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