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No dia Mundial de Cuidados Paliativos, 10 de outubro, a S.O.S. Vida faz uma entrevista com a médica geriatra Mariana Hunka Ferreira Sarcinelli sobre o tratamento e o papel da família nesse tipo de assistência.

 

1- Qual a definição de cuidados paliativos?

Segundo a definição da Organização Mundial de Saúde, revista em 2002, Cuidados Paliativos é uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares, que enfrentam doenças que ameacem a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual. Deve ser iniciado o mais precocemente possível, juntamente com outras medidas de prolongamento da vida como quimioterapia e a radioterapia, e incluir todas as investigações necessárias para melhor compreender e controlar situações clínicas estressantes.

2- O que muda no tratamento do paciente quando se decide pelos cuidados paliativos?

O foco da atenção não é a doença a ser curada/controlada, mas sim o indivíduo, entendido como um ser biográfico, ativo, com direito a informação e autonomia plena para as decisões a respeito do tratamento. O paciente é avaliado em todas as suas dimensões: espiritual, física, social e emocional. A preocupação é controlar os sintomas que possam causar desconforto no paciente como náusea, vômito, dor, fadiga, cansaço, depressão, ansiedade, sonolência, dispneia e mal-estar, proporcionando a ele melhora na qualidade de vida e uma morte digna.

3- Toda equipe da assistência participa ou é restrito ao médico?

Cuidado paliativo é feito por uma equipe multiprofissional capacitada. No nosso serviço a equipe é formada por médica, enfermeira, nutricionista, psicóloga, assistente social, fisioterapeuta e fonoaudióloga. Ainda pode fazer parte a terapeuta ocupacional, dentista e o capelão. Essa equipe precisa ter atenção, carinho, compaixão, empatia, respeito, equilíbrio, escuta ativa e comunicação eficaz com o paciente e a família. A equipe deve estar sintonizada, compartilhando informações e trabalhando cooperativamente, entendendo quais são os objetivos a serem atingidos no cuidado de cada paciente.

4- Qual o papel da família no Cuidado Paliativo? 

É muito importante que se ouça a família e entenda a história deles, pois assim poderemos apoiar e intervir respeitando essa história e a individualidade de cada uma. A família é responsável pelos cuidados do paciente no sentido de propiciar um ambiente adequado para ele ficar, principalmente quando está em internação domiciliar. Administrar os medicamentos nos horários corretos conforme prescrição médica, preparar e administrar a dieta, respeitando sempre a aceitação do paciente e adequando ao seu paladar e fornecer material adequado para higiene e conforto. Ouvir o paciente junto com a equipe, a respeito de seus últimos desejos, pendências e providências, cujas resoluções dependem de sua vontade e anuência.

5- Para a família, este deve ser um momento difícil. Podemos dizer que ela também é cuidada pela equipe de paliativistas?

Sim. Devemos acolher, esclarecer sobre o diagnóstico, prognóstico e qualquer outra dúvida existente, além de orientar como o paciente irá evoluir. O objetivo é manter o equilíbrio familiar, propondo alternativas que amenizem o sofrimento e a preocupação enfrentados, e que esse equilíbrio se mantenha após o falecimento do paciente. Orientamos a divisão de tarefas e responsabilidades, quando possível, entre os familiares mais próximos, evitando assim a sobrecarga de apenas um indivíduo. Explicamos como a doença irá evoluir, os sinais e sintomas que podem aparecer na fase final da vida e abordamos questões burocráticas que devem ser antecipadamente solucionadas, como o que fazer no momento e após o óbito.

6- O Cuidado Paliativo vem conquistando mais espaços na área de saúde? Por quê?

Sim. Acredito que seja por ter um cuidado mais humanizado, vendo o paciente em todas as suas dimensões e não apenas tratando de uma doença. Aos poucos as pessoas estão se conscientizando que é importante falar da morte e que podemos morrer de uma forma digna e sem sofrimento.

7- Quais os ganhos para o paciente com a introdução dos Cuidados Paliativos?

Terá o alívio da dor e de outros sintomas desagradáveis; não será acelerado e nem adiantado o processo da morte; serão integrados aspectos psicológicos e espirituais em seus cuidados; terá um sistema de suporte que possibilite viver tão ativamente quanto possível, até o momento de sua morte; receberá um sistema de suporte para auxiliar os seus familiares durante a doença e a enfrentar o luto; terá o acompanhamento multiprofissional para focar as necessidades dos pacientes e seus familiares, incluindo o acompanhamento no luto, melhorando assim a sua qualidade de vida, influenciando positivamente o curso da doença e proporcionando uma morte digna.

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